quinta-feira, 30 de julho de 2015

Meu amor: tudo em nós é fracasso.

O infindável chão do caminho cruzado do amor. O homem decai sobre o frágil sentimento. Tudo em saudade adormece no coração. Nas lágrimas esse devaneio enfastiado de silêncio. A tarde compunha um triste verso de amor. Uma voz fresca cantara no íntimo, (ou centro) da terra. Junto aos espinhos do sentimento, a cabeça mergulhada em obscenidades, erguiam-se novos homens vestidos de sombras. No campo um deserto; uma oração ao barro endurecido. Duas longas notas murmurava o triste entardecer do mundo. Logo tudo que versa o amor, morre revestido de uma cor púrpura, escorre no fracasso, e tudo é o sereno do fim. Ah! Meu Deus! O amor é estupido.


® Thiago França Bento.

O verso do Universo.

No alto céu acinzentado um recolhido deslumbramento. O céu está imerso a um silêncio fúnebre. Paira sobre os ombros largos da cidade um redemoinho calado que o vento trouxera sem que ninguém percebesse. A espera, do outro lado, com um canto pálido, jaz o rapaz vigorosamente. Orgulhoso o rodopiar do vento, fere o sentimento nulo do rapaz, que com os olhos vidrados, encara-o sem intimidar-se. E é quando por estranha imposição o vento desmonta-se e some preso ao ar. No templo vicioso do vento mora todas as inquietações, perturbações. Eis que fervilha tudo envolta da multidão. O universo é o verso desesperado. Há qualquer interrogação no pensamento curioso do rapaz. Qualquer espantar-se com a ideia da realidade.


® Thiago França Bento.

A Uma Infiel Sensibilidade.

Sobrancelhas erguidas; os olhos para ver a faceta. Haverá uma consagrada interpretação dos gestos alheios. Um jeito mudo da interrogação. O interrogado ergue a ilusão do entendimento. Nada que se pode enxergar existe. É o abismo da imperfeição. Tudo que existe não se pode enxergar. Todos explorados pela encenação dos sonhos. A vida não há governo, a vida é um completo desconhecimento do âmbito. Na alma só a poesia ergue-se infinita. O deus, o que está absolutamente interior, redige os critérios da intelectualidade. As moscas dessa existência serve como denuncia aos que tardão o conhecimento da metafísica. O sonho é falso estimulo. É magia em vão.


® Thiago França Bento.

sábado, 25 de julho de 2015

O Grito da Casa ao Lado.

Sua voz ecoava pelos cantos escuros do lugar. Seu pranto condizia com a dor que tecia as palavras. Os meus olhos e os meus ouvidos atentos a tal sinfonia de desesperos. A fragilidade e a bravura correspondem a tão bela coragem ao encarar os fragmentos. Seu cabelo emana uma luz corajosa do vermelho vivo de Iansã. E em seus gestos o vento rende-se ao aconchego de uma senhora mãe. No seu sorriso, é onde me deleito nos prazeres desta fria imaginação. Nestes mistérios pensados, eis a amiga dos meus sonhos encantados.


® Thiago França Bento.

As Lágrimas nos Funerais.

Ah, esse amor das tardes frias. Adentra pelo dorso de minha alma esse fascínio verdejante dos jardins salpicados pelo sereno da chuva. O embaçado dia de memórias marcadas; chove esse entardecer de sentimentos dentro de mim. O vento ocioso resgata outras lembranças. Jaz no peito uma saudade que, por hora, roça pertinente o meu amor. Quão bendito os versos que outrora o poeta versejava; rimando suaves palavras persuadira o meu triste coração. Em delongas as minhas memórias vagueiam nas lembranças esquecidas. É lívida a face da saudade. Não sorri quase que nunca. Estremece o íntimo dando-o os arrepios da morte. Enfim o silêncio persuadira-me todo, e o que era solidão tornara-se a escravidão da sepultura. Fim!


® Thiago França Bento.