Não!
Eu não estou calmo! A calma é virtude dos sossegados. Eu sinto toda expressão
melancólica que passo através da minha imagem. Sinto o frio, a cena muda do céu
azul, a aurora que raiou silenciosa, do mármore frio da noite. E sentindo,
sinto o movimento desolado das ondas do mar. À enfermidade já vem vindo, e a
tua ausência fez com que as flores do meu pensamento murchassem. A tua ausência
fez onda no meu mar. A praia que eu imaginava era por aqui... Eu ainda sinto a
areia quente na sola dos meus pés. O vento fresco enfunando o meu peito. Eu
estava apaixonado pela vida. Eu estava apaixonado pela vida, por causa de você!
Não! Eu não tenho sentido mais nada que seja útil! O que eu sinto é a tua
ausência. A perda da paz em flor. E se eu morresse agora? Todo o amor
certamente teria outro fim! Mas não há a possibilidade da morte, ela está tão
longe quanto você. Disfarçando a minha melancolia, no meio o túmulo da
ausência, a misteriosa espera isolada, eu sinto saudade. Amar é como ninar a
alma na beira de um precipício, é a sensibilidade no escuro só esperando a hora
da queda.