quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Um espírito polido na recusa.

Vêm ligeiro – e às vezes bradara o nome de Deus – as regras das letras que não estão sucumbindo os tronos da inconsciência. Mas meu coração crucificou-se ao tocar os ombros de Jesus. Tivera eu o nome do que não fui... Assim exclamava tremulo no ar o cantarolar do anjo condenado. Mas quem estava no meio dele também estava no meio das outras tiranias. Também compreendera que finalmente o céu e terra gerariam as revelações do amor. Salvei a vida – ainda que vazia. Tudo sobrou tudo foi pouco perto do anoitecer. Todo homem ao canto da boca traz a escuridão dos dias que outrora a terra estremeceu. O Poeta já sumido... Lá ficou aberto... E vazio!


® Thiago França Bento.

domingo, 16 de agosto de 2015

Estrela coroada de brilhante. O céu é feito d’água.

Um azulado muito forte... Braços que sustentam a estranheza da vida, as coisas que nos cansam aos poucos. O trabalho é construir as carícias da vida. Um paraíso de luz e silêncio. E no silêncio o meu amor. Sobre ondas que batem. Dilacera a criatura desesperada que sou. Uma estrela isolada que some no fundo tristonho da impaciência. Compus bruscamente os versos de uma contemplação, mas, meu sentimento está preso no ar, preso ao que desconheço a fundo. Entre nós o espaço do mundo – o espaço da paixão do mundo. Antes eu era qualquer coisa que podia tocar universo, hoje, de certo sou as palavras amargas do mar. Terra legionária, indolente. Batendo ferozmente palmas no escuro.


® Thiago França Bento.

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Curvara-se na Suavidade de um Sonho.

Veja Mestre, as portas estão abertas! (Persevera o fiel) Não me tirem a atenção das coisas ocultas. Não vê que o meu silêncio é puro, e calmo! (Contesta o Mestre) O Mestre levanta-se de sua cadeira; a consciência é o passo para a inteligência! Através do sonho, flutuo em uma superfície claramente misteriosa, meus pés não tem contato com o chão. O sonho é o único caminho. A porta que todos passaram. Todas essas figuras. Rostos que se parecem. Todos tem por essência o mesmo destino. Cada qual em seu tempo. O tempo é determinado pelo o que está acima! (O fiel resmunga os seus quereres) Ao alto, o Mestre, erguido em uma parede que reluz, ensina-o o que deve ser feito. Mostra-lhe uma montanha: tudo que sobe, não desce. Tudo que desce, não sobe. Eis que o começo é o início do fim. E também o despertar para o infinito. (o Mestre cala-se) Tudo que me rodeia nesta sala oca despede-se como que subitamente. Ambos, o fiel e o Mestre, dispersam. Ao fundo da mente uma voz me diz. O sonho é de luz, é a relíquia do Deus pai. Livre, a sua intelectualidade é luminosa. Veja que tudo em ti é a poeira da tua existência! Acordo acariciando minha face. Tudo em mim está frio.


® Thiago França Bento.

domingo, 2 de agosto de 2015

Eloquência da Autoridade.

Figuras. Muitas figuras, juntas num só domínio. Assombroso e devoto... O que é riso converteu-se em frieza. O homem alegre em meio à multidão colhe o farto perfume das orações. Neste campo todos os homens são revestidos pelo pensamento. Num antigo jardim, a poeira subia entre outros costados.  Iluminações, as lágrimas da fé, tudo dentro do vaso da Santidade. O templo semeava um cheiro suave. Um cheiro convidativo ao casal. Sobre o peso do sono da manipulação, agora novos, e humanos. Revestidos de carne puseram sobre a face vergonha, e as lágrimas do medo. Nada tinham de luz. Jaz preso ao cume do universo. Longos dias cruzados, o corpo pálido e pesado. Calo-me! Ah! A inconsciência beija-me a face.


® Thiago França Bento.