sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Curvara-se na Suavidade de um Sonho.

Veja Mestre, as portas estão abertas! (Persevera o fiel) Não me tirem a atenção das coisas ocultas. Não vê que o meu silêncio é puro, e calmo! (Contesta o Mestre) O Mestre levanta-se de sua cadeira; a consciência é o passo para a inteligência! Através do sonho, flutuo em uma superfície claramente misteriosa, meus pés não tem contato com o chão. O sonho é o único caminho. A porta que todos passaram. Todas essas figuras. Rostos que se parecem. Todos tem por essência o mesmo destino. Cada qual em seu tempo. O tempo é determinado pelo o que está acima! (O fiel resmunga os seus quereres) Ao alto, o Mestre, erguido em uma parede que reluz, ensina-o o que deve ser feito. Mostra-lhe uma montanha: tudo que sobe, não desce. Tudo que desce, não sobe. Eis que o começo é o início do fim. E também o despertar para o infinito. (o Mestre cala-se) Tudo que me rodeia nesta sala oca despede-se como que subitamente. Ambos, o fiel e o Mestre, dispersam. Ao fundo da mente uma voz me diz. O sonho é de luz, é a relíquia do Deus pai. Livre, a sua intelectualidade é luminosa. Veja que tudo em ti é a poeira da tua existência! Acordo acariciando minha face. Tudo em mim está frio.


® Thiago França Bento.

domingo, 2 de agosto de 2015

Eloquência da Autoridade.

Figuras. Muitas figuras, juntas num só domínio. Assombroso e devoto... O que é riso converteu-se em frieza. O homem alegre em meio à multidão colhe o farto perfume das orações. Neste campo todos os homens são revestidos pelo pensamento. Num antigo jardim, a poeira subia entre outros costados.  Iluminações, as lágrimas da fé, tudo dentro do vaso da Santidade. O templo semeava um cheiro suave. Um cheiro convidativo ao casal. Sobre o peso do sono da manipulação, agora novos, e humanos. Revestidos de carne puseram sobre a face vergonha, e as lágrimas do medo. Nada tinham de luz. Jaz preso ao cume do universo. Longos dias cruzados, o corpo pálido e pesado. Calo-me! Ah! A inconsciência beija-me a face.


® Thiago França Bento.

sábado, 1 de agosto de 2015

Ao império flagelado.

Silêncio és a natureza bruta da agonia. Sorve o brilho de tudo. Ensaiando o voo nos altares dos cristãos. A súplica é uma entrada estabelecida ao túmulo. Eis a espada do sacrifício dos pensamentos: a fé e seu adorno de filosofias. Caso-me junto ao altar, estendido sobre um manto fumegante, o meu corpo subitamente divino, divino no sentido amargurado da divindade, sofre esse arrepio da paixão. O mármore frio do deus descido, as sombras de tudo quanto à existência humana perpetua sobre o pesado sono da religião. Todos á espera de um sacrifício. Então congratulo em clamor! Em dizeres vos digo; da luz também procede à escuridão.


® Thiago França Bento.

quinta-feira, 30 de julho de 2015

Meu amor: tudo em nós é fracasso.

O infindável chão do caminho cruzado do amor. O homem decai sobre o frágil sentimento. Tudo em saudade adormece no coração. Nas lágrimas esse devaneio enfastiado de silêncio. A tarde compunha um triste verso de amor. Uma voz fresca cantara no íntimo, (ou centro) da terra. Junto aos espinhos do sentimento, a cabeça mergulhada em obscenidades, erguiam-se novos homens vestidos de sombras. No campo um deserto; uma oração ao barro endurecido. Duas longas notas murmurava o triste entardecer do mundo. Logo tudo que versa o amor, morre revestido de uma cor púrpura, escorre no fracasso, e tudo é o sereno do fim. Ah! Meu Deus! O amor é estupido.


® Thiago França Bento.